3 de dezembro de 2010

Para vós meus 2 leitores






A verdade é que momentos de inspiração para escrever posts longos e de grande sentimento e segundo sentido estão bastante escassos por aqui.

Mas como gosto tanto de vocês e vejo que volta e não volta vocês 2 procuram novidades por aqui deixo-vos alguns pensamentos aleatórios.

São coisas simples. Mas é para saberem que não me esqueço de vocês! :P

Momentos de maior inspiração hã-de vir por certo! Em breve... Espero!

Coisas Simples





Os momentos especiais são feitos de coisas simples. Dias especiais podem ser feitos de coisas tidas como vulgares.

Ora experimentem esta receita:

1. Ir ao supermercado comprar um bom vinho e uma boa sobremesa.
2. Chegar a casa e tomar um banho bem quente de imersão e ficar lá até engelhar :)
3. Aninhar quentinho no sofá e ver um filme que adoramos.
4. Fazer um jantar simples que acompanha o bom vinho e a boa sobremesa.
5. Dançar uma das nossas músicas preferidas.
6. Ir dormir quentinho e com um sorriso no rosto.

A vantagem desta receita é que funciona a dois ou como individual :) 
E é simples e é uma excelente maneira de passar um bom serão :)

O Tempo é Mesmo relativo...


Parece-me alucinante que já nos estejamos novamente a preparar para o Natal. As compras loucas nos super mercados. Não me entendam mal eu adoro o Natal, as músicas, as festas, os preparativos, os doces e até as compras. O que neste momento me faz confusão é que ainda "ontem" estava de bikini na praia.

Depois há o inverso. Há alturas especiais na vida em que temos o prazer de conhecer pessoas especiais. Pessoas que entram na nossa vida sem esperar-mos. E entram pela porta da frente e sentam-se no sofá da sala, aninham-se na manta e dizem-nos boas noites todos os dias. Pessoas que quase automaticamente passam a fazer parte de nós. E em tão pouco tempo depois de as convidarmos a entrar. :)

As coisas mudam os papeis alteram-se

Todos nós já chegámos à conclusão que a vida nunca é exactamente aquilo que nós imaginávamos. Muitas vezes para melhor outras tantas para pior (menos esperemos).

E muitas vezes ficamos tão habituados com o que temos, ou com a noção do que perdemos, que desperdiçamos tempo a lamentar as coisas não terem corrido de determinada maneira.

O facto é que a vida está em constante mudança, seja porque motivo for por mais aleatório que aparente ser. E a vida pode voltar a ser tão boa, tão cheia de esperança e tão feliz tal como imaginámos inicialmente. Apenas basta o mundo à nossa volta mudar. Às vezes basta algo dentro de nós mudar.

A mudança é o que faz a vida avançar. E perceber que a mudança pode ser um novo caminho para uma nova felicidade e que vale a pena tanta reviravolta na vida. Porque quanto mais mudanças e obstáculos vamos vencendo maior é o nosso nível de felicidade.

E felicidade é algo que não tem limites!

Bom fim-de-semana! Sejam Felizes!

24 de novembro de 2010

Bagagem...






A vida dá milhentas voltas todos os sabemos. A vida nem sempre é um circulo fechado em que no final todas as pontas se unem numa epifania de "Ciclo da Vida" à La Rei Leão, onde tudo acaba por se enquadrar no devido lugar.

Na vida há muitas pontas soltas. Pontas essas que ficam sem nó. Rabos de palha que se não tivermos cuidado podem pegar fogo e estragar muito do que já conseguimos.

A vida não nos trás resposta para tudo, não nos faz compreender o porquê de todas as situações porque passamos e há efectivamente muitas perguntas que ficam sem resposta.

Há-de haver sempre coisas que não percebemos porque foi assim que aconteceram. Mesmo tendo dado tudo de nós para reverter a situação. A vida não é fácil. A bagagem vai-se acumulando. Com a bagagem muitas vezes acumulam-se os remorsos e a falta de esperança.

Até ao dia em que resolvemos embarcar numa nova viagem. Arrumamos as nossas malas, várias, muitas e pesadas, afinal sou uma senhora com o que tudo isso implica, e rumamos ao aeroporto mais próximo com extrema vontade de mudar de ares, arrastando atrás a bagagem pesadíssima.

O destino exacto geralmente não importa, o que importa é sair do local onde estamos.

Fazemos check-in decididos a finalmente virar costas ao que cá ficou. Uma a uma pousamos as malas para colocar no porão do avião, e mais uma e mais uma e mais uma.

A Sra. simpaticamente diz: "Tem peso a mais na sua bagagem, terá de pagar uma taxa por cada x kg a mais".

Olho para a simpática senhora e digo: pode cobrar o valor correspondente por favor. Ela acena e concorda. As malas vão entrando para dentro daquele túnel escuro.

Fico apenas com a bagagem de mão.

O avião parte daqui a 30 minutos. É leve a bagagem de mão.

Saio do aeroporto, apanho um táxi e volto para casa. 

Não é preciso ir para longe, é preciso saber largar as coisas quando chegou a altura.

Natação...





Ora aqui a vossa amiga resolveu inscrever-se na natação. Não ter aulas de natação, porque isso felizmente sei fazer. Mas em natação livre. Posso ir, praticamente às horas que quiser, e nadar como bem entender.

Não me sinto como peixe fora de água, mas sinto-me como gato dentro dela! Minha nossa, estou mesmo em má forma física. Fiquei sem folgo em três tempos! Que vergonha. Muitas horas me esperam até voltar à forma antiga de quase competição lol

A vantagem é que a água é bem quentinha ;)

Locais Especiais


Há determinados locais que considero especiais. Sintra é um deles, já aqui o referi. Estes locais, os que considero especiais, não os frequento com muita regularidade, exactamente pelo estatuto que têm.
Guardo-os para ocasiões, diferentes, únicas, de celebração... enfim para momentos que seja de alguma forma diferentes do que uma simples vontade de sair.

O Luar da Barra, para quem não conhece é um Bar junto à Praia da Torre, na linha de Carcavelos é um desses sítios.

Não é nada mais nada menos do que uma antiga carruagem transformada num bar. E acho que em parte é isso que me atraí. Não é igual a nenhum outro sitio que conheço. É calmo, tem música agradável, tem uns cocktails excelentes e uma ambiance intimista.

Mas para mim a grande mais valia daquele bar é conseguirmos estar inteiramente dedicados às pessoas que nos acompanham. A música não atrapalha, a conversa dos vizinhos da mesa do lado não incomoda.

O Luar da Barra tem essa capacidade. Como se fossemos só nós que lá estivéssemos. É um excelente local para partilhar com pessoas de quem gostamos. Para nos dedicarmos, para partilharmos momentos. :)

15 de novembro de 2010

Irish






Recomendo em caso de melancolia, uma ida ao Irish, em noite de música ao vivo. Sempre preferi o do Cais do Sodré. E este fim-de-semana, que nem estava melancólica, fomos até lá.

Tenho a sensação que havia mais Irlandeses que Portugueses, mas a atmosfera era fantástica. Canta-se, bate-se muitas palmas, bebe-se muita cerveja :) Há muitas piadas, gente de aspecto simpático, uma autentica festa.

Lá fora chovia que parecia que o céu ia desabar, mas nessa altura isso era a última coisa com que me preocupava!

American Way


Ele há uma casa de hambúrguers com vista para uma das principais avenidas de Lisboa, que é um must!

Não vou dizer onde é para não se encher de gente! Mas partilho convosco que lá se servem os melhores hambúrguers de Lisboa :P

Centros Comerciais




Já aqui exprimi a minha tristeza perante dias de chuva. Aquela coisa de ficar em casa a ouvir a chuva cair só tem piada quando muito bem acompanhada. Aliás tão bem acompanhada que a última coisa em que se pensa é se efectivamente está a chover lá fora.

Agora o que pode ser pior do que um simples dia de chuva? Um dia de chuva que calha num fim-de-semana. E a juntar a isso? Um dia de chuva que calha num fim-de-semana em que temos de nos deslocar a um centro comercial.

É que é ver centenas de milhares (pelo menos assim me pareceu) de portugueses, aos encontrões no CC. Vão todos comprar alguma coisa? Obviamente que não.

Levam os seus pequenos, (vários, imagine-se!) em carrinhos, alguns que andam, mas todos eles berram, choram... irritam...! Para.... dar uma volta!

Dar uma volta no centro comercial com crianças deve ser o equivalente à antiga Casa do Terror que havia na Feira Popular. E sinceramente se tivesse escolha, mesmo a pagar, era lá que preferia ir sempre que tivesse de passar pelo martírio de fazer compras num fim-de-semana de chuva!

11 de novembro de 2010

No Casino





Há poucos dias fui até ao Casino Estoril. Jantei por lá perto e achei de aproveitar a visita visto nunca lá ter ido. 

À entrada esperam-nos senhores vestidos de preto que nos cumprimentam apenas com um olhar de alto a baixo. Já no café somos recebidos com mais simpatia por umas meninas de cabelo liso e bem cuidado, magras e com uma espécie de farda, sem dúvida que elegantes e bonitas.

Perguntam-nos o que queremos tomar ao que respondemos: "Um Café". A moça gira agradece e volta mais tarde com as duas bicas. Coloca-as na mesa. Mesa essa bastante baixa pelo que fomos presenteados com mais do que os cafés. Mesmo após esse incidente, apercebemo-nos que o casino é um outro "nível". Música ao vivo, sofás bastante confortáveis, pessoas agradáveis à vista. É um bom sitio mesmo apenas para se ir beber qualquer coisa e estar na conversa.

Mas quem vai ao Casino e não vai à parte da sala dos jogos é pior do que ir a Roma e não ver o Papa.

Passeamos pelas milhentas máquinas automáticas de jogo e, embora fosse dia de semana estava bastante cheio. Chegando ás mesas dos jogos a sério, roleta, black jack e outros que tais o burburinho atinge o silencio.

Por entre as pessoas que estão a jogar passeiam-se homens e mulheres de auriculares e vigiam os gestos até de quem apenas está a ver. As notas de 500€ passeiam-se a um nível assombroso pelas mesas. O silencio quase sempre se mantém.

Como é evidente teria de tentar a minha sorte. Por isso procurei uma das típicas slot machine onde gastar 5€. E gastei. Cada cêntimo sem qualquer lucro.

A diferença entre um lado da sala onde se jogam notas de 500€ à velocidade da luz, e o lado da sala onde as máquinas se alimentam com notas de 10€ de cada vez, é o nível de frustração dos jogadores. Juro que vi pessoas a baterem em máquinas.

A outra diferença entre os lados da sala, é que do lado das máquinas que devoram notas de 5 a 10€ os jogares estão sós. Passeiam-se pela sala sozinhos, trocam mais notas sozinhos, penso que entram e saiem sozinhos.

O casino tem sem dúvida paredes que em nada são invisíveis, que dividem aqueles que tudo querem e aqueles que já tudo têm.

O lado de charme do casino não se perde por isso. Foi um agradável serão onde gastei 5€ mas saí de lá mais feliz do que entrei :)

Unexpected






Às vezes a vida não corre exactamente como esperávamos.

E às vezes isso revela-se na melhor coisa que podia ter acontecido!

A vida é sempre feita de momentos inesperados...





Há uns tempos pensei inscrever-me num curso de escalada. Por vários motivos (dos quais o preço do curso sem dúvida que influenciou), fui colocando a ideia de lado.

Já um pouco esquecida que tinha um dia tentado investir nessa actividade, fui "surpreendida" pela vida com um convite para um "curso".

Todos os dias temos a possibilidade de conhecer novas pessoas. Mas nem todos os dias conhecemos pessoas que nos causam impacto e alteram um bocadinho do nosso quotidiano. Tem trazem algo de novo e especialmente motivante e desafiante.

Um brinde a novas aventuras... rocha a cima ;)

28 de outubro de 2010

E eu...

Senti-me egoísta, pequenina, ignorante, sem poder, longe, segura e tão tão mal agradecida pelo que tenho e tão tão envergonhada pelo facto de sentir que a distância me impedia de conhecer o verdadeiro sentimento de impotência.

A proximidade das desgraças faz com que as sintamos com mais intensidade, quando mais longe menos nos afectam.

"Um homem pode pagar desde 400 a 1200 USD pela virgindade de uma rapariga. Após algumas semanas podem pagar 60 a 40 dólares por uma rapariga que tenha perdido a virgindade há pouco tempo. Meses depois as raparigas prostituem-se por 1 a 2 USD"

"Acredito que ter relações com virgens me farão eternamente jovem"

"Se ela não faz como vemos nos filmes pornográficos estrangeiros, espancamo-la até que o faça com todos os membros do nosso gang. Geralmente somos 8."

"Deixaram a minha vagina toda cortada, a sangrar, como que ficou desfeita, fui levada para um lamaçal onde fui violada repetidamente até ter um AVC. Disseram que iam continuar a abusar sexualmente de mim até que estivesse morta."

"O governo não tem qualquer registo de queixas de maus-tratos. Gangs é coisa que não existe aqui."

Vejam. Se não hoje mais tarde mas vejam. Mais que não seja para ter a mesma sensação idiota que eu senti: que estúpida que sou por me queixar das minhas pequenas coisas. E ao verem, ao comentarem, ao passarem às amigas e aos amigos, alguém se sentirá mais tocado e sentirá a absoluta vontade de fazer algo. Se não por estas mulheres por outras, ou outros homens, que aos quais o seu sofrimento camuflado pela distância em nada nos afecta.

E onde é tão longe que não nos interessa




Ser Mulher Cá...

1906  -  Criação do 1.º liceu feminino - Liceu Maria Pia - que iria servir de modelo aos futuros liceus femininos. 
1911 - Constituição da República.
As mulheres adquirem o direito de trabalhar na Função Pública.
A médica Carolina Beatriz Ângelo, viúva e mãe, vota nas eleições para a Assembleia Constituinte, invocando a sua qualidade de chefe  de família.
A lei é posteriormente alterada, reconhecendo apenas o direito de voto a homens.
1920 - As raparigas são autorizadas a frequentar liceus masculinos. 
1933 - Nova Constituição Política do Estado Novo que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, "salvas, quanto  à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família" (Art.º 5.º).
1940 - Celebração da Concordata entre Portugal e a Santa Sé, nos termos  da qual os portugueses casados catolicamente não podiam recorrer ao divórcio. 
1966 - Aprovada  para  ratificação  a Convenção n.º  100  da  OIT, relativa  à igualdade de remuneração entre mão-de-obra feminina e masculina   para trabalho de valor igual (Decreto-Lei n.º 47 032, de 4 de Novembro – art.º115.º).  
1969  - A  mulher casada pode transpor a fronteira sem licença  do marido (Decreto-Lei n.º 49 317, de 25 de Outubro de 1969).  
1978 - Entrada  em vigor da revisão do Código Civil (Decreto-Lei n.º 496/77, de 25 de Novembro); segundo o Direito da Família, a mulher deixa de ter estatuto de dependência para ter um estatuto de igualdade com o homem.  Desaparece a figura do "chefe de família". O governo doméstico deixa de pertencer, por direito  próprio, à mulher.
Deixa de haver poder marital: ambos dirigem a vida comum e cada um a sua. Os cônjuges decidem em comum qual a residência do casal.
Marido e mulher podem acrescentar ao seu nome, no  momento do casamento, até dois apelidos do outro. A mulher  deixa de precisar de autorização do marido para ser comerciante. Cada  um dos cônjuges pode exercer qualquer  profissão  ou actividade sem o consentimento do outro. 
1997 - Lei Constitucional n.º 1/97, de 20 de Setembro, que considera, no art.º 9.º, alínea h), como tarefa fundamental do Estado a promoção da igualdade entre homens e mulheres, e estabelece, no artigo 109.º, o princípio de não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos.

24 de outubro de 2010

Rosa

Podia ter sido um fim-de-semana banal, mas não o foi. Foi um fim-de-semana de celebração de amor e amizade. Partilhámos histórias alegres e tristes que tinham em comum o facto de sermos as personagens principais.

Discutimos imenso sobre o que era o amor ou como ele deveria ser. Vi, talvez com mais clareza que nunca que somos todos tão diferentes, mesmo naquilo que todos nós temos em comum - o amor por alguém.

Questionámo-nos sobre o que deveríamos "suportar" pelo outro, o que deveríamos dar de nós, quanto deveríamos dar.

Eu sou a eterna crente que podemos viver um amor, perdoem-me a redundância, eterno. Não vai ser sempre igual, não vai ser sempre um mar de rosas, vão existir momentos menos bons e momentos menos maus. Vão existir momentos óptimos e vão existir momentos inesquecíveis para o bem e para o mal.

Mas não sou da opinião que o amor só é amor quando nos faz sofrer. Acredito no contrário. O amor só é Amor quando não nos faz sofrer por estarmos enamorados.

Somos todos diferentes, mas todos deveríamos ser capazes de ver que quem nos ama não nos faz penar. 

Quando amamos a sério, estamos lá nos maus momentos, estamos lá para apoiar, para dar animo, para dar o colo, para dar um mimo, para chamar à atenção, para dizer quanto estamos orgulhosos do que atingiu. 

Sabemos que amamos alguém, quando recebemos uma boa nova, quando alcançamos objectivos essencialmente nos momentos mais felizes pois gostaríamos de partilhar a nossa alegria. 

Sabemos que amamos quando nos oferecemos para estarmos juntos quando o dia do outro corre mal, para ser o ombro onde possa chorar.

O Amor não é fácil, mas não tem de ser sofrimento. O amor não é literalmente "dar a outra face". Amamos todos de forma diferente, mas nunca se deixem levar pela teoria que o amor verdadeiro é aquele em que mais se sofre.

Hoje vinha a caminho de casa depois de um fim-de-semana que podia ser banal mas não foi. Vinha a conduzir e ao olhar o céu, já perto do pôr-do-sol, e reparei que já era Outono. As arvores tingem-se de laranja, o frio começa a entrar por todas as frinchas.

Parei o carro, puxei para mim o casaco e contemplei o céu. O pôr-do-sol no outono é para mim dos mais belos. Faz-nos sentir saudade do calor do sol que se esconde. As arvores erguidas de troncos grossos, com os ramos semi-nús pareciam despedir-se de mais um dia. 

Só, com arrepios de frio, rodeada de um laranja cor de fogo que não me aquecia, olhei para o céu e vi as nuvens de tons rosa. Sorri olhei para o banco vazio do passageiro e desejei que ele estivesse lá. O Amor é assim, faz-nos sentir saudades de partilhar momentos belos e inesperados como o de hoje, mesmo que, onde quer que ele esteja, possa olhar para o céu e ver as mesmas nuvens. O Amor está efectivamente nas mais pequenas e belas coisas que queremos partilhar.

21 de outubro de 2010

Nostalgia a Preto e Branco


Deixou a nossa companhia Mariana Rey Monteiro. Grande senhora do Teatro e depois da televisão. Fez-me pensar na magia dos filmes portugueses de outrora.

Ver filmes a Preto e Branco portugueses, especialmente da altura do O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, entre inúmeros outros, faz-nos ver o quão bom fomos na arte do cinema. Embora dentro do regime do Estado Novo e logo na mira do lápis vermelho da censura, (há quem defenda que até a cor do lápis dos censores era azul, porque a cor vermelha estava associada aos comunistas) não faltam momentos de bom humor e mesmo criticas ao socialmente vivido. 

Não haviam cenas de nús, nem cenas violentas, até porque eram comédias, mas eram, por detrás das piadas contadas por esses excelentes actores, um retrato fiel da sociedade portuguesa da altura.

Foram os anos de ouro do cinema português. Não havia estreias todas as semanas como as há hoje. Os cinemas não ficavam em Centros Comerciais. Ir ao cinema tinha a sua magia o seu encanto. Era um verdadeiro evento, um verdadeiro acontecimento.

Mariana Rey Monteiro, deixou-nos a 20 de Outubro de 2010. Pôde vivenciar em primeira mão essa magia. Mariana Rey Monteiro, grande senhora do Teatro e depois da Televisão, fez parte de um grupo de artistas de outra geração. Uma geração em que o cinema ainda era mágico, belo, verdadeiro e bom. Muito bom.

20 de outubro de 2010

Tempo

Li um artigo (penso que na Super Interessante), que uma pessoa tem a noção mais exacta do tempo real entre os 20 e os 25 anos.

Que quer isto dizer? Que antes dos vinte anos o tempo em média parece que demora mais tempo a passar e que após os 25 o tempo em média parece passar mais rápido do que exactamente demora. Esta aceleração irreal das horas e dos minutos aumenta com o passar da idade.

Coincide com o que sempre ouvi dizer, aproveita que a partir dos 25 é vê-los a passar. E passam. Até os tempos mortos passam mais depressa do que outrora.

Os dias são preenchidos com diversas actividades e mesmo assim não fizemos tudo o que tínhamos programado. E tudo o que fizemos foi feito à pressa.

O tempo, essa dimensão que tanto nos afecta no dia a dia, mas que não podemos ver nem tocar, dizemos que nos vai escapando entre os dedos.

As estações estão cada vez mais coladas umas às outras, são também mais curtas. Já não nos fartamos tão depressa do calor, nem tão depressa de andar com muitas camadas de roupa. O Natal parece que já não fica a um ano de distancia do seguinte. O ano novo começa a perder aquela sensação de que nos espera algo completamente diferente. Já sabemos o que se vai repetir. Já percebemos a engrenagem da vida e que tudo funciona em ciclos.

E é então que nos apercebemos, que os grandes acontecimentos não estão nos grandes eventos. É quando nos sentamos numa esplanada e apreciamos o café. É quando acordamos antes da pessoa que dorme ao nosso lado e a contemplamos por minutos. É quando vemos um pardal na nossa janela. É quando ouvimos uma musica que gostamos. 

Dizer que a vida é feita das pequenas coisas é um cliché. Mas não deixa de ser verdade.

15 de outubro de 2010

Diferente


Grande parte da população afirma veemente junto dos seus amigos que é o facto de eles serem diferentes que os faz especiais. Os amigos retribuem com um sorriso tímido, ao mesmo tempo que pensam: "Yeap, nem tu me querias nem para fazer estuque nas tuas paredes".

Afinal o que é que nos separa verdadeiramente de "ser especial" a ser verdadeiramente especial para alguém?

Quando é que as nossas características especificas podem ser catalogadas de interessantes, cómicas, sedutoras e quando é que as mesmas podem ser caracterizadas de loucas, estranhas ou bizarras? É a intensidade da característica?  

Se roer as unhas apenas enquanto vejo um filme de terror é querido? Mas se as roer sempre que vejo um autocarro a passar é loucura?

Se gostar de ter em minha casa apenas tolhas de mesa brancas é uma característica até cómica mas se me recusar a sentar numa mesa de um restaurante onde as tolhas são azuis é bizarro?

Quanto de normais teremos todos de ter para não nos considerarem "especiais" in a bad way?

Queremos nós ser considerados normais? Iguais a todas as outras pessoas com os mesmos hábitos e costumes?

Certo é que vivemos em sociedade e há alguns requisitos que nos são impostos para continuarmos a viver desta simbiose. Podemos ser diferentes apenas em alguns aspectos mas não com muita intensidade, para não sermos afastados da matilha.

Tais como as impressões digitais acredito que não há pessoas iguais. São as mais variáveis características que nos distinguem dos demais, do vizinho do lado, do irmão, da mãe ou do melhor amigo.

Provavelmente sou diferente das restantes "senhoras". Há quem ache isso fascinante e infelizmente há mais quem ache isso de alguma forma estranho ou intimidativo.
Gosto de carros e gosto de conduzir. Gosto de ver o Sexo e a Cidade. Gosto de artes marciais. Gosto de ver o "Say Yes to the Dress". Gosto de dizer piada "ordinárias". Gosto de andar de vestido e saltos altos. Tenho orgulho em saber mudar um pneu e montar prateleiras na parede. Tenho orgulho em saber maquilhar-me e fazer uns belos "Cat Eyes" estilo Angelina Jolie. Sim tenho um espírito mais bélico do que a maioria (penso que seja genético por ser filha de um ex-militar) e sim acredito que há aquele verdadeiro Amor que poucos têm a sorte de encontrar.

Essas coisas não fazem de mim especial. Fazem de mim quem sou. E adoro ser eu :)

4 de outubro de 2010

Cyanide & Happiness

Após navegar pelo mundo "das Internet" dei com esta fantástica BD.

Confesso que não conhecia mas já me roubou algumas gargalhadas!

A baixo coloco alguns exemplos mas não deixem de consultar a página destes artistas: Cyanide & Happiness






3 de outubro de 2010

Saga Twilight


Quando vi o primeiro filme desta saga disse: Epah é fraquinho.

Agora não grito pelo Edward nem pelo Jacob, nem me tornei daquelas fãs... meias loucas confessemos. Mas estou ansiosa para saber como acaba a saga.

O segredo? Bem... as personagens masculinas ajudam em parte. Mas o que penso que envolve mais os espectadores é a história de amor à partida impossível e triângulo amoroso. Aquele Amor que toda a gente um dia gostaria de ter. Que daria a vida por ele.

A história é a mesma de sempre desde o tempo de Romeu e Julieta - Quão longe podemos ir por Amor?

When do we say that enough is enough when we really love someone? Deep down in our hearts we always wish that the answer is... Never...

Chuva






Não gosto de dias de chuva. 

Hoje acordei a ouvir o som da chuva no telhado. A vontade de sair da cama é menor. Abrimos a janela e deparei-me com um céu cinzento. As pessoas andam agasalhadas, meias encolhidas a tentar segurar o chapéu para que este não se vire. Esforço que por duas vezes foi em vão.

Não gosto de dias de chuva. Nem mesmo quando podemos ficar em casa quentinhos a ver um bom filme. Prefiro que esteja um sol super brilhante no céu e eu opte por ficar por casa. 

Porque a chuva a isso nos obriga, a ficar por casa, ou enfiarmo-nos em espaços fechados. Gosto de poder escolher: ficar em casa, ou ir a um museu, ou caminhar ao ar livre sem me molhar. A chuva tira-nos essa liberdade.

A chuva liberta a melancolia que há dentro de nós, as saudades de melhores dias. Acendemos as luzes de casa ainda são duas da tarde. Está escuro. Só gosto do escuro da noite e de preferência sem chuva também.

28 de setembro de 2010

Receitas e Estatisticas

Há quem diga que toda a gente passa por uma crise de meia idade, onde faz um balanço da suposta meia vida que já viveu e chega à conclusão que a viu viver mais propriamente do que a experienciou. É sempre um balanço negativo, pois senão não haveria crise. As pessoas bem equilibradas não têm crises. Porque as pessoas bem equilibradas não vivem no mesmo mundo que o nosso.

Na nossa era, as crises de meia idade já não acontecem aos 50. Acontecem aos 25, aos 30 aos 40 e por aí adiante. As pessoas param, olham em redor das suas vidas analisam, comparam estatisticamente com o que é a suposta felicidade e desesperam.

Em busca de receitas que lhes devolva esse tempo que perderam, em buscas materiais, profissionais de lazer, esse tempo que consideram perdido por nada ter sido atingido voltam-se para as receitas que se vendem naquela prateleira da livraria dos livros de Auto-Ajuda.

Quanto mais nos aproximamos da era da evolução tecnológica, dos grandes acontecimentos, o equilíbrio do homem perdeu-se. Já não é preciso grande esforço para ir a lado nenhum. As low cost puseram o longe perto. Já não é preciso ir a cursos longe de casa, já não é preciso sair de casa para ... nada. Tudo se pode comprar pela Internet: comida, novos aparelhos electronicos, mobiliário, papel higienico... não há nada que não se consiga comprar sem sair de casa.

Vivemos numa era de facilitismos. De encontros online sem se sair de casa. Não olhamos mais para a cara dos nossos amigos, quase que nem falamos, pois substituímos os telefonemas por chats ou sms.

Está tudo ao nosso alcance, tudo ali. Tudo tão fácil. E é neste mundo que as estantes de de livros de auto-ajuda proliferam e vendem aos milhares. No meio do facilitismo o Homem esqueceu-se do prazer de lutar pelo que precisa. O Homem aos poucos esquece-se do contacto com os outros, do contacto com a Natureza, do contacto consigo mesmo.

O Homem, enquanto individuo, sabe menos de si do que um navegador no século XVI. Sucumbimos ao externo, ao materialismo, ao que os outros querem que nós sejamos.

A informação está por todo o lado. Sobre todos os temas que podemos querer saber. 

Mas acho que mais do que nunca o Homem está numa crise existencial. A definição de quem somos e para onde vamos mais cedo nos preocupa, mais tarde é alcançada.

Lesbian Vampire Killers

Após sugestão de um amigo, que muito delira com tudo o que é do dark side e gajas boas, que melhor poderia ter sido lançado em 2009 do que:  Lesbian Vampire Killers, e vi o filme.

Ok à 1ª pergunta que vos está agora a passar pela cabeça respondo - não não é um filme porno.
À 2ª pergunta respondo - nop, nem sequer é de terror nem tenta ser.. acho - porque se tenta falhou redondamente.

Este é um filme, para ser visto com amigos ou amigas e prontos para a palhaçada! Não há lição a tirar, toda a gente sabe como vai acabar, o enredo não é complicado, não há mistério nem sequer suspense.

Há montes e montes de ... gargalhadas, também ... mas há mesmo montes e montes de... bem... sabem como se matam vampiros né? Geralmente eles rebentam no ar num misto de pó e talvez pedaços de enxofre... bem neste elas rebentam num monte de.... Vejam vocês mesmos ;) Ah e lembrem-se não é suposto ser um bom filme é suposto ser uma 1h30 de palhaçada com os amigos :)

26 de setembro de 2010

Mamma Mia!

É um excelente filme cheio de animação e vivacidade propicio para aquecer as tarde fresquinhas de inicio de Outono.

No entanto e, há parte de tanta alegria, para mim a melhor parte do filme é esta:



Fica aqui também a letra da música :)

The Winner Takes it All

I don’t wanna talk
About the things we’ve gone through
Though it’s hurting me
Now it’s history
I’ve played all my cards
And that’s what you’ve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That’s her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I’d be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
It’s simple and it’s plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don’t wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You’ve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......

24 de setembro de 2010

Anime

Para além das imagens mais violentas a que a Manga, nos habituou, geralmente de pessoas, vampiros, bestas e outros que tais trespassados por facas, ganchos, serras, peças de mobiliário, espadas e outras coisas que tais, há aquelas que continuam a ser Kawai no meio daquele dark side :)


Quem não se lembra da Pequena Sereia, Ariel? O primeiro filme da Disney que fui ver ao Cinema - Ainda o meu favorito :)  (sim primeiro fui ver a Branca de Neve, mas não fiquei com muito boas recordações, especialmente daqueles homens minúsculos a fazerem mal à pobre senhora velhota :P)

Para mais imagens fantásticas desta fantástica artista é ver aqui: Eternal-S

Japan Weekend


Não é novidade nenhuma que sou uma aficionada  por Manga e Animé. Por isso no próximo dia 23, já que dia 24 vou estar por outras terras, não vou faltar ao Japan Weekend.

Para mais informações ver aqui: Japan Weekend.

Toca a não faltar!

22 de setembro de 2010

Shits My Dad Says

Ora tivessemos nós outro tipo de vida e ver se não fariamos o mesmo:

Imagine que a sua cara metade termina a relação e sai de casa, deixando-o/a com toda aquela renda para pagar. Para cúmulo, está desempregado/a. Solução? Voltar para casa dos pais. Um arrepio só de pensar nisso. Mas foi o que aconteceu a Justin Halpern, com a agravante de ter um pai reformado, em casa durante a maior parte do dia. O mesmo pai que o recebeu calorosamente com o seguinte aviso: "Tudo o que te peço é que arrumes as tuas merdas e não deixes o teu quarto como se tivesse sido assaltado. Ah, e lamento que a tua namorada te tenha deixado."

Sam Halpern é um homem sem papas na língua, dono de filosofias de vida polémicas mas quase sempre certeiras.

O que Justin não sabia é que o regresso a casa dos pais iria mudar a sua vida para sempre. De coração despedaçado e sem grande ocupação diária, decidiu retomar a mania de apontar todas as tiradas incríveis e inconvenientes do pai. Dessas notas nasceu uma conta no Twitter. E de repente os cinco amigos e seguidores da conta transformaram-se em mais de 700 mil e depois disso mais de um milhão. Toda a gente adorava Sam. E, claro, pouco tempo depois, a editora Harper Collins convidou Justin para transformar a sua conta do Twitter num livro. "Sh*t my Dad Says" ("Merdas que o Meu Pai Diz", em bom português) atingiu o oitavo lugar no top do "The New York Times". O sucesso levou a cadeia televisiva CBS a fazer uma série, que estreia amanhã nos EUA. in As Merdas que o Meu Pai Diz.
 

E aqui fica o original que deu origem à série: Sh*t My Dad Says 


Só não escolhia o antigo capitão Kirk para o papel do meu pai ;)

Bloggers



Vivemos fechadinhos na pequenez física e mental do nosso Portugal. Rimou, mas nem sequer é para ter piada.

Portugal é neste momento, um vergonhoso pequeno país, não "que não se deixa governar" mas que só escolhe verdadeiros incompetentes para o fazer. Portugal é a verdadeira imagem de um conjunto de gentes (do Estado, Governo) que não pensa em governar a não ser as suas próprias carteiras.

Nem sequer se finge que se está a tentar levar o país a bom porto. Simplesmente a essas senhoras e senhores pouco importa. O sentido de Honra e Pátria não é o mesmo de outrora. E para os portugueses, acanhados na burrice enquanto partilham cervejas numa tasca ranhosa qualquer, balbuciam palavras de ordem contra quem está lá em cima e nada faz por eles.

O português, do Povo de Brandos costumes, não tem mais do que falta deles no sitio para fazer o que é verdadeiramente necessário. Largar o copo da imperial e fazer ver os senhores "lá de cima" - do Governo entenda-se - que estão insatisfeitos com o que está a acontecer.

Talvez um dia quando o nosso pequeno país chegar às condições de qualquer um destes que vos apresento na reportagem a seguir, alguém tenha a ousadia de fazer o que estas pessoas fazem. No entanto continuo a achar que se não proibirem a deslocação até à tasca mais próxima a única coisa que vamos continuar a ouvir são troca de mal dizeres entre dentes entre dois goles de imperiais.

10 Worst Countries to be a Blogger

19 de setembro de 2010

Single...

 
Há inúmeras vantagens em ser-se solteira. Nem consigo aqui enumerar todas, nem sequer é esse o meu intuito.

Após, nós raparigas, (embora também possa acontecer a alguns rapazes) chorarmos baba e ranho após a relação ter terminado, entramos na fase da negação, em que achamos que a qualquer custo vamos recuperar com essa mesma pessoa aquilo que tínhamos.

Aí juntamos as nossas energias a luta por algo que há muito foi perdido.

E de batalha em batalha perdida, vemos que perdemos também a guerra. A altura da negação passa e vem mais sofrimento. Eu pessoalmente, costumava sonhar todos os dias com a pessoa que tinha perdido. Era uma tortura. Podia passar um dia inteiro sem pensar nela e bastava na noite seguinte sonhar com ela para que o dia fosse de lembranças constantes.

Passada a fase de luto. Entramos na fase de Low Self Esteem. Ah e tal ninguém me quer, ninguém gosta de mim... and so one.

E aí o foco de atenção deixa de ser a outra pessoa para passarmos a ser nós. Analisamos-nos, conhecemos-nos melhor, saímos sozinhas, aprendemos do que gostamos verdadeiramente, ou apenas relembramos, mas somos nós outra vez.

E o eu, deixa de se sentir incompleto. Voltamos a sentir que somos nós mesmas outra vez. 

Os sonhos desaparecem. Os dias já não são estragados com pequenas lembranças do passado, apenas com sorrisos de doces recordações de outrora. O rancor desaparece. A saudade começa a desvanecer. 

O que vivemos e aprendemos nessa relação nunca nos deixa. Os bons momentos ficam sempre. Os maus momentos acabam por ser esquecidos de vez.

E ficamos em paz connosco. E completas. E felizes. E solteiras. Felizes por sermos solteiras novamente e saber que mil coisas nos esperam, mil lutas nos aguardam. E que somos nós e só nós que temos o destino do que queremos nas nossas mãos.

As pessoas entram e saem das nossas vidas de uma forma ou de outra. Não quer com isso dizer que sejam esquecidas.

A distancia ou a ausência de comunicação não significa que esteja esquecida. Os bons valores, os bons momentos, os bons ensinamentos ficam para sempre. 

Não sabemos, nem conseguimos garantir nunca com quem vamos ficar ou partilhar a vida. Mas uma coisa é certa: connosco mesmo teremos de viver todos os dias. E o principal é saber fazermos-nos a nós felizes. Enquanto entidade singular.

E claro que ainda acredito no "E viveram felizes para sempre" sim, a dois :) Se há almas gémeas? Não sei, mas sei que há pessoas que terminada a jornada de se conseguirem fazer felizes a elas mesmas podem proporcionar ao outro uma relação douradora, completa e muito feliz.

Ser solteira pode ser apenas uma fase, ou não. Mas ser solteira é a melhor altura do mundo para saber quem somos e para onde vamos.... Ah... e decidir mais tarde com quem vamos ;)

Ah e claro nem a propósito:

Promessas


Não gosto que me façam promessas.

Principalmente aquelas promessas que começam com um "Um dia..." ou um "Se..."

Essas promessas não têm prazo de validade, "um dia" poderá ser qualquer dia, um "Se..." poderá sempre vir a acontecer.

Promessas são como alfinetes que nos prendem em determinada teia temporal. É um vórtice que se alimenta de esperança. E assim, colados no dia em que essa promessa foi feita, esperamos, esperamos que o tal dia chegue, que o tal "se" se torne uma realidade e deixe de ser uma suposição.

Prefiro que guardem as promessas para quando esse "um dia" seja o de hoje, e o "se" não seja mais uma suposição mas uma realidade concreta. Aí não há necessidade de prometer, aí é só dar.

Até lá uma pessoa não, espera, ansiosa esperançosa que o dia chegue.

Porque muitas vezes esse dia não chega e o se não deixa de ser nunca de ser uma suposição.

Mas o pior é quando o dia e o se chega e se realizam e a promessa não se cumpre. E percebemos, que no minuto seguinte a ser prometida, nunca foi sentida.

E o tempo que esperámos, e lutámos e aguardamos ansiosamente para que tudo se juntasse magicamente para que a promessa pudesse ser cumprida, foi em vão.

Tenho rancor das pessoas que prometem sem terem intenções de cumprir e depois seguem a vida como se nada tivesse acontecido. Com o passar do tempo também o rancor passa e fica apenas a indiferença e a sensação de ridículo de ter acreditado que alguma vez tal promessa se fosse cumprir. E fico com pena. De ter desperdiçado o meu tempo, a minha energia e a minha devoção numa promessa que expirou o prazo de validade mal acabou de ser pronunciada.

Indivíduos

Quanto tempo, numa relação demora o "Eu e Tu" tornar-se num "Nós?"

- Quando os amigos perguntam queres vir ao cinema? "Ah, nós vamos antes ficar em casa;"
- Queres vir passar umas férias a Ibiza e lembrar os velhos tempos? "Ah, nós vamos antes para casa dos pais dele no Alentejo".

Quando é que deixo de ser Eu para passar a ser nós? Como se o nós fosse uma só entidade com vontades próprias e indistintas.

Quando é que uma pergunta dirigida à segunda pessoa do singular (Tu) tem como resposta a segunda pessoa do plural (Nós)?

Para algumas pessoas cedo de mais. Para outras nunca.

Há o receio de perder o individuo na pluralidade da relação. Ao mesmo tempo em que a pluralidade da relação se torna ela própria num individuo singular.

Que lugar ocupamos nós então? (Neste caso enquanto agentes individuais? )

São as duas pessoas únicas, nas suas essências, qualidades, caracteristicas e defeitos que fizeram com que a relação começasse. Porquê por de lado quem somos em nome de um maior suposto beneficio para a relação?

A magia de se estar comprometido é aprender juntos. Não aprendemos se abdicamos de quem somos.

17 de setembro de 2010

Karma

Muito já foi dito e escrito sobre Karma.  

What goes around always comes back around. What goes up must come down... and so one.

O que muita gente argumenta é que pagamos na próxima vida aquilo que fizemos de mal, ou de errado nesta. O que eu acho é que só levamos para a próxima vida aquilo que não tiver tido tempo de cair nesta.

Pela boca morre o peixe e muita gente também. Especialmente quando criticam avida e fervorosamente uma determinada situação, quando tempos mais tarde fazem exactamente o contrário do que defendiam.

Quando tratam de determinada forma desagradável uma pessoa e passado pouco tempo levam com o mesmo tratamento. Quando desdenham de uma situação e depois a desejam.

Karma, é o nome simpático que arranjaram para a vingança desejada por alguns e que finalmente a vida oferece numa espécie de compensação de equilíbrio universal.

E que mais gosta o ser humano do que vingança? Que ela aconteça sem o nosso mínimo esforço. O Karma é assim uma vingança desejada, mas demorada com que a vida nos presenteia.

Detalhes...

A vida é feita de pequenos e inúmeros detalhes. Muitas vezes são eles que preenchem aquilo que à primeira vista nos parece um grande vazio.

Coisas que não reparamos de imediato, mas que têm uma importância extrema. É a diferença entre o banal e o singular. O que nos distingue dos demais. O que faz de nós quem somos.

Detalhes... passando um tempo, todas as nossas recordações são detalhes.

Por exemplo do meu 1º verdadeiro amor:
  • A primeira vez que ele disse que me amava, não me lembro do discurso exacto lembro-me do sorriso igual a nenhum outro característico dele.
  • Da cor dos lençóis do local onde passamos as primeiras férias juntos;
  • Do cheiro do quarto dele;
  • Da estação do metro onde me deixou depois do nosso quase primeiro beijo;
São os detalhes que preenchem uma vida. É dos detalhes que nos lembramos mais tarde.

As pessoas são um conjunto de pequenas características, pequenos defeitos, que fazem com que nos apaixonemos. E é um prazer descobrir cada detalhe. Quando partilhamos muito tempo juntos começamos a conhece-los, a decora-los e através deles percebemos o que o outro sente antes de o exprimir.

São os detalhes que nos deixam loucos quando não conseguimos esquecer alguém. Parece que tudo nos faz lembrar essa pessoa. O dia em que pegou neste objecto, a forma como riu ao ver este filme, a forma como me tocou na mão quando estava triste.

O tempo passa. Os detalhes ficam na memória. E é quando os recordamos com carinho, com um misto de saudade e felicidade por terem acontecido, que nos apercebemos que foram excelentes momentos, que recordaremos para sempre. Quando deixam de assombrar e passam a provocar um sorriso.

Detalhes. Tudo o que fica são os detalhes e a importância que lhes demos quando aconteceram.

16 de setembro de 2010

Ciúmes

Sempre tive uma teoria, de que toda a gente deve ter ciúmes do seu parceiro. Se não tem ciúmes deveria se preocupar, pois o respectivo/a poderá ser tão inútil que ninguém repararia nele/a.

Não é questão de confiar no parceiro. Eu posso confiar nele e mesmo assim ter ciúmes. Eu gosto dele, acho-o giro, inteligente, etc., mais por aí devem achar o mesmo, o que faz dele um possível alvo de cobiça. Não é desconfiança, não é doentio e considero saudável.

Mas há limites. O ciúme saudável, é aquele que não prejudica nenhuma das três partes: eu não fico stressada, o meu namorado não fica stressado e a gaja que lhe tenta saltar para cima não fica com o olho negro.

O ciúme geralmente acaba por ser justificado com um: "Eu bem que tinha razão, o gajo andava mesmo a trair-me". À primeira vez pensamos, coitada da moça bem que tinha razões válidas para tais suspeitas.

À segunda vez pensamos: A gaja tem mesmo azar.

À terceira vez, enquanto almoçamos com ela e ela recebe uma chamada do namorado ao que atende com um: onde é que andas? Seguido de um não me dissestes que ias para aí. Passando por um quem é essa gaja que estou a ouvir. Terminando num: Espera ai que vou aí ter e parto-lhe a tromba toda.

Começamos a pensar se é mesmo ela que tem azar...

Modas

Eu não sou uma grande bomba. Disso estou ciente, nem tento fazer ninguém acreditar no contrário usando roupas que não me ficam bem.

Se há coisa que sei fazer é dizer mal quando as coisas estão efectivamente mal. Não é inveja. É ter olhos na cara.

Quando se usa os transportes públicos até dá vontade de ter uma máquina fotográfica à mão, mas o risco de se ficar sem espaço no cartão ou bateria, é elevado antes de terminar a minha travessia de 9 estações.

Não percebi ainda muito bem o porquê, das jovens acharem (e das menos jovens também), que o que ficaria bem a Megan Fox fica bem a qualquer uma. Também ainda não percebi porque é que aquilo que nós vemos, não é igual ao que essas meninas (ou senhoras), vêem na respectiva imagem reflectida no espelho.

As coisas funcionam de forma simples:

  • Se as banhinhas laterais saltam por cima da saia ou calça, talvez estejam a usar vários números abaixo das mesmas - não é bonito, é apenas ridículo;
  • Se usam tops acima do umbigo e a banhinha pende para cima da bainha da calça é porque estão gordas para esse visual (e por incrível que parece afecta muito mais senhoras que já deviam ter juízo e idade mais que suficiente para saber que há limites para se mostrar o umbigo e que a faixa etária é uma delas!)
  • Se usam leguings e se vêem os buraquinhos da celulite, é porque não as deviam usar;
  • Se usam tops sem soutien - das duas uma ou fizeram implantes mamários e ai não há nada a apontar (às vezes até há 2 coisas a apontar, mas são "pontos" positivos) ou então deveriam saber que sejam grandes ou pequenas a única coisa que fica bem pendurada não é no sexo feminino;
  • Se usam saltos altos e ao andar parecem cowgirls (e isto é uma forma simpática de dizer que parece que passaram a noite toda com algo grande demais entre pernas) - não é bonito... é triste;
  • Se usam sandálias e não têm os pés cuidados, não é bonito - é mesmo nojento;
  • Se são gordas não devem usar roupa muito justa por forma a que se consiga contar quantos pneus têm sentadas em comparação aos que existem quando estão de pé - (o índice de massa corporal ajuda a verificar se são gordas ao não, caso o vosso espelho seja mentiroso).
Não sou a Megan Fox, mas sei que não posso usar tops por cima do umbigo, porque não tenho uma barriguinha perfeita, uso soutien por ainda não tenho implantes mamários e simplesmente uso o tamanho correcto de roupa impedindo assim que algumas banhas saltem para o lado de fora.

Não é preciso ter o corpo perfeito. É apenas preciso bom senso.

A vida...

Nem sempre, ou melhor, quase nunca é aquilo que imaginamos.

Às vezes temos de marcar a nossa posição no matter what:




Às vezes temos de admitir que estávamos errados:


Às vezes temos de chegar a acordos para vencer:



Acima de tudo sabemos que:

O "Amor das nossas Vidas" afinal não era o tal, o emprego fantástico afinal não o era... erramos, aprendemos e tentamos não voltar a fazer o mesmo.

E o importante é sempre e nunca esquecer:

4 de setembro de 2010

It's just us...

.... 'cause it's going to be just us.
... are we enough?
... kid... we are to much!

:)